Tu não és capaz de SELO!
Ardilosamente és SELO!
Mas na vida vale mais “SELO”
Que andar cá a pare...”SELO”
Na vida de Carlos d Carmo nada justifica mais a escandalosa atribuição de um asqueroso “SELO” do que a sua biografia artística e intelectualmente nauseabunda, descrita no seu livro “Carlos do Carmo” curricular sem currículo que define uma carreira sem carreira, impregnado de tal pirosice, pretensão, compadrio e rídiculo que, lida a 2ª página, queimamos o livro com medo que este seja infecto-contagioso!
Quando o cancro não é combatido a tempo, alastra; assim, o Cancro do Fado é já também o Cancro da Filatelia!
Conforme os CTT e o mundo reconhecem e se lê na página 232 (em anexo) extraída desse livro biográfico sem biografia, o que na realidade fez do CaCa um Abdominável Homem da Cidade, um Abdominável Homem do Mundo e um Abdominável Homem das Arábias foi, sobretudo, a lata de SELo sem ser capaz de “SELO” e especialmente as inéditas dimensões e feitios dos casacos com que cantou no Casino Estoril, na Adega do Tomás, em Alcabideche e em tascas de muito mais má e menor cilindrada, como a Tasca do Zarolho do Cuco, Tasca da Lucília, etc. e Museu do Contrabaixo. Foi até a publicação das medidas desses casacos que fez explodir em Tavira o assombro algarvio pelo Frako Sinatra e fez o sucesso mundial e intelectual do livro!
O que mais intriga o mundo das letras neste livro é que com excepção dos números de páginas e das excepcionais medidas dos casacos, mais nada do que lá está escrito é verdade! Perdão, há outra verdade! É a chulice que todoso reconhecemos e que toda a gente abomina neste livro por ter sido pago pelos contribuintes. Aliás, os grandes críticos da literatura tailandesa são unânimes em afirmar que na nossa literatura, mais biográfico, mais curricular, mais intelectual, mais decente e honesto, só o Borda d’Água ou as Páginas Amarelas!
O efeito político-alucinogénio desses casacos é tal, que António Costa para pagar ao CaCa a traição que este fez ao Santana Lopes, quer vestir com esses casacos, todos os varredores municipais!
Foi uma pena o CaCa não ter emprestado um desses casacos à Padeira de Alubarrota; hoje não tinhamos ermanos, não tinhamos a Vergonha do Prémio Goya nem a vigarice cultural de Carlos Saura!
O mais “apelativo” dos casacos é o de veludo azul martelado! Este casaco que foi a grande paixão de Pierre Cardin e do “Chúlio César” era tão martelado que os fãs e as bichas desmaiam só de pensar nas marteladas! Mas o que é de endoidecer, segundo Coco Chanel e Pinto da Costa, é o comprimento das mangas! Já Guy La Roche e o Ratão Jardim ficaram impressionados com a largura de ombros: 19 cm! Não é para qualquer um!!!! Já para Fátima Palopes e para o Passarólogo Sócrates porque há sempre uns maldizentes, a altura “78 cm” e a quantidade de bolsos, os botões e as golas em bico que embelezam estes casacos, únicos no mundo, é que causam a interacção homossexual no Zarolho do Cuco, na Mesa de Fraudes e no Parlemento! Só o CaCa foi capaz de fascinar Rui Nery, o Castelo Branco e o Bairro Alto com a sua carcela dupla e braguilha com botões! O CaCa foi mais longe; ele nacionalizou o Fado na Tasca do Xico, graças aos efeitos geométricos do seu casaco “sarja estampado”!
Como se vê nesse livro, pago pelo Zé Povinho, o CaCa não nasceu para ser pretensioso, pimba, medíocre, mentiroso, estúpido, ridículo nem piroso! Para provar isso, é que divulga ao mundo no seu livro, o que de mais transcendente e notável marcou a sua trafulhice artística!
Hoje, o CaCa não suporta o remorso de não ter tido coragem para cantar com esses casacos no Epiléctrico 28 da Des’Graça nem no Festival da Es’Canção 76, feito só para ele, com medo de ser violado! Mas, como não há bela sem senão e como a Madonna vendeu as cuecas, dizem que ele também vendeu o design desses efeitos geométricos por uma fortuna a uma fábrica de preservativos! Ainda hoje, nos seus concertos, as suas fãs e bichas vão ao rubro só de pensar no comprimento das mangas! Nem o Frank Sinatra tinha mangas daquele tamanho; por causa disso, é que também nunca cantou em Tavira! Apesar do CaCa ter sempre qualquer coisa na manga, não é qualquer homem que tem 3 botões na manga; e, muito menos, abas acabadas em “bico”. Não se sabe se foi ele que fez os 3 casacos, mas se foi, fez 6 “bicos”; e, para José Ser Amargo abrir uma Fundição na Casa dos Bicos, é porque a Sinistra da Cultura o apanhou vestido com um desses casacos do CaCa que acabam sempre em bico, feito não se sabe por quem. O efeito psico-badalhoco desses bicos é tal, que hoje já ninguém sabe se o CaCa é da Bica ou do Bico! Estes casacos, mundialmente célebres, que são uma referência importante na desgraça da cultura popular portuguesa, conferem a quem os veste um carisma de tal elevação artístico-bicharoca que se José Ser Amargo tivesse andado sempre vestido com um casaco desses, já teria sido Prémio Móvel ou Automóvel, mesmo antes de saber ler!
Um grupo norte-americano de jovens estudiosos, concluiu agora que o termo “esse gajo é mangas” aplicado aos fadistas, resulta do fascínio das mangas desses casacos. O CaCa é tão mangas que até diz que é um “Artista do Mundo”; não por ter roubado ... perdão, não porque o Vitor Marceneiro o tenha obrigado a receber o prémio Goya, mas sim pelo sucesso dos efeitos geométricos do seu casaco bordeaux estampado. E os bolsos em cós? Bom, isso foi a loucura total! As suas fãs sabem que não é qualquer homem que tem os bolsos em cós e muito menos só de manga 64 cm! Já imaginaram onde teriam chegado Alfredo Marceneiro, Tony Benett ou o Quim Barreiros com braguilha com botões e um casaco destes? Com o casaco “sarja bordeaux” com decote em bico do CaCa até o João Rolo ou o Castelo Branco parecem bichas! Até o Diogo Quelhemente diria a verdade e o Diogo Cão teria sido Cadela!
Assim, meus amigos, com tantos bolsos, tantos botões e tantos efeitos, até a Amália teria sido conhecida em Portugal! E, Salazar? Bom, Salazar exactamente ao contrário do CaCa “que dizem é fascista” só poderia ter sido comunista. Mas cuidado! Cuidado, porque todos aqueles que se riram, criticaram e se recusaram a vestir esses casacos, tiveram um fim atroz, trágico e sinistro! O Sadam Oussain foi enforcado, o Ódio Castelo passa licenciaturas de guitarra portuguesa, o Ghandi foi abatido a tiro e o Sadam Ó’Cháinho foi posto a dar concertos de guitarra portuguesa!
Que pena Meu Deus! Se o Michael Jackson tem feito a sua carreira com estes 3 casacos, o mundo hoje não falava de Carlos do Carmo, mas falava do cantor americano! Até o Triste Manel, coitado, que tem a alcunha de “Manuel Alegre” se tem usado um casaco destes na Argélia, tinha sido um herói e não um traidor e até poderia ser hoje um português, ou um político!
Como é que peças de vestuário tão importantes, que valem e encerram a mediocridade da infame carreira, sem carreira, de um cantor que promoveu o Factum nos 4 cantos do Bairro Alto não são já Pandemónio Material da Humanidade na Feira da Ladra?
Mas, o que é que a UNESCO anda a fazer?
Tu merecias o aborto!
Tua mãe não foi capaz
Terias nascido morto
E o Fado vivia em Paz!
Palavras da Salvação!
Os fadistófobos que nunca foram capazes de fazer do Fado Patrimonio Nacional e que o candidataram à Unesco a Património Imaterial da Humandidade, não têm conhecimento fadista para compreender que o Fado não pode aceitar da Unesco tal privilégio porque, na realidade, e como é do conhecimento fadista, o Fado não existe! O que existe são os fados, os guitarristas, os poetas, os compositores, os cantadores e a restante população fadista que os aplaude.
Fado, serão as emoções que resultam ou não de tudo isto! Por isso, o Fado é um fenómeno que nunca ninguém foi capaz de explicar! E, porque não existe ... mas acontece, como a chuva, o arco-íris ou o vento e não só e porque ninguém sabe a receita para que o Fado aconteça sempre que alguém canta um fado, é que a Unesco não pode nem deve fazer ao Fado, o mesmo que fez a expressões musicais com quem o Fado não se identifica, porque o Fado é único e quando acontece é inconfundível.
O Fado não está nem estará nunca terminado nem definido porque não existe! O Fado é um percurso de vida sentimental! O Fado não está realizado! O Fado é tão do passado quanto é do presente e quanto será do futuro enquanto os poucos fadistas existentes o fizerem acontecer!
O Fado não se contempla porque não se vê! O Fado não é a pintura rupestre nem a arquitectura de Gaudi nem as Cataratas do Niagara!
O Fado não é um espectáculo nem um entertenimento! O Fado é o alimento da alma; por isso, quando muito, será uma partilha espiritual e sentimental com quem o sente!
O Fado é a comunhão de emoções que se sentem, que se vivem, que se amam ou não. O Fado será eternamente antigo e simultaneamente contemporaneo sempre que acontece. O Fado não será nunca uma recordação; porque o Fado não estará nunca concluído!
O Fado, quando acontece dá-nos a tristeza que faz bem ao coração que está triste. Ninguém sabe onde nem quando é que o Fado começou a acontecer, nem aonde irá acabar! O Fado é infinito! E, como disse Aníbal Nazaré: “O fado é tudo o que eu digo, mais o que eu não sei dizer”.
Por tudo isto, se prova que o Fado não está ao alcance de nenhum estrangeiro que não domine profundamente a história, a vida e a língua portuguesa!
Ora, para que a Unesco seja capaz de perceber o lamaçal de mentiras e confusões em que está atolada, deve ser informada de que o Fado é como a chuva! A chuva só existe quando chove! O Fado também só existe quando acontece e não sempre que se canta um fado!
A evolução aceite e verificada nos fados e não no Fado tem sido feita sempre e só no sentido de tornar os fados cada vez mais música e mais canto para melhor servir os “Deolinda” e os “Oquestrada” roubando assim aos fados o Fado que vive na alma, na rusticidade, na simplicidade e na tragédia marítima da História de Portugal.
Assim sendo, os fados serão facilmente entendidos pelos músicos e pelos estrangeiros porque serão assunto de pauta como é a música ligeira de qualquer parte do Mundo. Por isso, os fadistas perguntam-se: “Que Fado é que a Unesco irá eleger a Património da Humanidade?” Só se for esse Fado que os tais fadistófobos (que se julgam agora heróis) descrevem nos seus livros e na televisão, alegando que viera do Brasil mas que apesar disso, não tiveram vergonha nem escrúpulos que os impedisse de propor esse Fado à Unesco como coisa de Portugal, quando afinal e segundo eles, o nosso Fado é brasileiro!
Não admira, porque eles também não têm vergonha nem escrúpulos para andar aí a mostrar o prémio Goya! Vou citar uma frase do grande poeta e fadista, Carlos Conde, que diz assim: “ O Fado não deve rigorsamente nada a ninguém! Todos os fadistas, sem excepção, devem ao Fado aquilo que são, mais do isso, aquilo que julgam que são!”
PALAVRAS DA SALVAÇÃO
Foi uma pena os CTT teram enganado os Fadistas, os Filatelistas e os Portugueses em geral, quando anunciaram a publicação de uma colecção de selos sob a designação “Fado” quando afinal essa colecção não é sobre Fado, mas sim, sobre cantadores e cantadeiras de fado, o que na realidade é outra coisa; porque um fado ou o fenómeno fado, que resulta ou não do canto perfeito desse fado, só acontece com a interacção perfeita da poesia, da melodia, do canto fadista e do acompanhamento da guitarra, da viola e do baixo! E, que se saiba, nunca ninguém foi capaz de fazer tudo isto sózinho! E, muito menos o Sr. Carlos do Carmo que de todas estas virtudes naturais que compõem um fado e o Fado, nunca mostrou ser possuidor de nenhuma delas, nem sequer para ser fadista, quanto mais para ser “Selo de Fado” –“não és capaz de Selo”/por compadrio és Selo/mas na vida vale mais “Selo”/que andar cá a pare...selo!
Aqui está uma ideia que os CTT deviam aproveitar e fazer algo provavelmente de inédito: seria publicar uma Colecção de Selos maiores do que o normal e à qual chamariam “Selos de 4 assoalhadas”. Nestes selos, em vez de ser ver a cara do Sr. CaCa e para o povo compreender melhor a mediocridade que leva um mentiroso qualquer a ser Selo, poderiam ler-se quadras soltas de gosto popular, tipo quadras de manjerico como as que se seguem, alusivas à “obra” que envergonha o Fado, Portugal e a Filatelia:
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Eu sinto nojo e desdém Todos sabem que é tramóia Se já não enganas ninguém Devolve o prémio Goya |
Pareces um afogado Que não larga a sua bóia Assim estás tu desonrado Agarrado ao prémio Goya |
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Tu amas a vigarice Tu amas a falsa jóia Tu amas a escroquice Tu amas o prémio Goya |
Ou então, tipo fado da desgraçadinha (como se ouve no fado vadio) quando a pobre filhinha, coitadinha, mal empregadinha, tem um pai que não merece e que lhe diz:
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Tu sabes bem que não prestas Tu dizes a minha avó A tua mãe, que detestas Não foi mulher dum homem só |
Noite e dia nessa luta Mais te valia morrer Quem diz que a mãe é puta Nem bastardo merece ser |
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Tu merecias o aborto Tua mãe não foi capaz Terias nascido morto E o Fado vivia em paz! |
Este poema ridículo Que te escrevi a chorar Devia ser o versículo Com força para te calar |
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Por muito que eu te fira Tu mentes como nunca vi Até a própria mentira Já tem vergonha de ti |
Nunca me enganaste a mim Eu nunca fui tua fã E pra ter um pai assim Que bom seria ser “orfã” |
Ou ainda, a publicação nos selos, como o Sr. CaCa fez no seu “livro curricular”, das medidas e feitios dos casacos e calças com que actuou, democraticamente, sózinho no Festival da Canção de 1976 (para ter a certeza que ganhava) e noutras badalhoquices ardilosas como a do Olympia de Paris, a do prémio Goya, a da Ópera de Frankfurt e o filme “Saurganhada” de C. Saura com que o Sr. CaCa enganou tudo e todos, menos os fadistas! Uns selos assim, até mostrariam aos contribuintes como o seu dinheiro é gasto em vão; porque, quando as medidas das calças e dos casacos e os tecidos de que são feitos, fazem o “palmarés artístico” de alguém (como no caso do Sr. CaCa) e não se menciona nesse currículo um único nome de um empresário estrangeiro conhecido, como por exemplo, Felix Maroani, Jean Jacque Lafaye ou Bruno Coquatrix, etc., é só porque esse “artista do mundo”, não é mais do que uma vigarice e, na realidade, nunca existiu! Foi só com pesporrência que o Sr. Carlos do Carmo fez a sua carreira (que só ele sabe qual é) e nunca com arte de espécie nenhuma!
Por tudo isto, ele merece um “Selo de 4 assoalhadas” que tenha por fundo um lamaçal de demência e de mentiras que são o ex-líbris da sua história!
PALAVRAS DA SALVAÇÃO!
Ninguém que, por direito, é do mundo do Fado consegue entender as razões lamacentas deste compadrio, deste ardil, deste movimento podre e asqueroso que apoiando a mentira, o pretensiosismo e o umbiguismo do Sr. Carlos do Carmo, pretende ao contrário da vontade popular e do saber fadista, fazer à força, deste indivíduo um “SELO” ou um fadista!
Isto, será a maior vegonha e o maior insulto aos verdadeiros valores do fado, aos filatelistas, aos fadistas e aos Portugueses, em geral.
Vi, num convite para uma cerimónia de lançamento da emissão filatélica “Fado”, Carlos do Carmo entre uma selecção de valores indiscutíveis do Fado, na mira de vir a ser concerteza o selo da vegonha mundial da filatelia e pergunto-me quem terá tido a lata de misturar Carlos do Carmo com os verdadeiros fadistas, se estes em vida nunca se misturaram com ele a não ser por trabalho?
Seria um felicidade para o Fado e para os portugueses, se fosse possível aos fadistas fazer uma votação secreta para a eleição do ou dos fadistas que merecem um SELO! Ficaríamos todos a saber e Carlos do Carmo também, o quanto este é indesejável e pernicioso no Fado!
Para se ter direito a um SELO, nós, os fadistas, achamos que como noutras áreas culturais, sociais ou políticas, etc., é preciso ter obra e ser-se alguém de digno relevo; ora, as únicas obras não fadistas mas sim fatalistas que o visado conseguiu, envergonhariam o Sr. Carlos do Carmo se ele tivesse vergonha. A saber: a escroquice do Prémio Goya e ter uma filha que durante uma entrevista televisiva e perante tanta mentira, sentir a necessidade de lhe pedir publicamente: “Ó pai, canta. Peço-te por tudo que não fales”. Para bom entendedor, meia palavra basta!
Será com base na “arte” e “personalidade” de um indivíduo como este que publica no seu livro curricular, como coisa fantástica, troféus como por exemplo os feitios e medidas das mangas, as alturas e larguras de três casacos e o número de bolsos e botões de cada um, que resolvem fazer um SELO? Mas que mediocridade é esta?
Será que os CTT são agora uma fabriqueta de fantochadas? O cardume que propôs aos CTT o falso Goya para a conspurcação de um selo, devia saber que um Fado não começa nem acaba em quem o canta; e que, para além dos cantadores, há os poetas e os compositores! Portanto, os maiores guitarristas da História do Fado, que são autores de dezenas de guitarradas e centenas de fados, que ainda hoje se ouvem e são por isso a substância activa que mantém vivos o verdadeiro toque, a composição, o canto e a poesia fadista tradicional, merecem um SELO! Vou só recordar alguns, a título de exemplo: Armandinho, Jaime Santos, Fontes Rocha, Martinho d’Assunção, Jorge Fernando, Carlos Gonçalves, etc.
Cada fado, como já disse, tem ainda um poeta; exemplo: Linhares Barbosa, Carlos Conde, Gabriel d’Oliveira, etc. Estes sim, têm obra fadista! Estes, não são mediocres; estes, e muitos outros fizeram os Fados e a fabulosa História do Fado! Estes, merecem um Selo!
As outras obras vergonhosas do Sr. Carlos do Carmo são: ter cantado “democraticamente” 8 canções sózinho (não havia cá cançonetistas) para ter a certeza de ganhar o Festival da Canção em 1976! Depois, foi alugar o Olímpia de Paris, só para se parecer, à força, com Amália! Foi fazer um disco com o saxofonista americano Don Byas, só porque a Amália o tinha feito! Gravou a “Gaivota” da Amália só porque a Amália o tinha feito! Gravou “Estranha forma de Vida” da Amália, só porque a Amália o tinha feito! Foi cantar ao Canecão no Brasil pago por alguns industriais portugueses residentes no Rio de Janeiro e nunca por nenhum empresário do ramo, só para fazer crer aos incautos que era um artista do Mundo como Amália! Foi à Rússia levado pelo PCP e quando chegou a Lisboa disse que no primeiro taxi em que entrou em Moscovo, o motorista estava a ouvir o seu disco! Ele teve tanto sucesso na Rússia e era ouvido e apreciado de tal maneira que nunca mais lá voltou, assim como nunca mais voltou ao Olímpia, nem ao Canecão!
As figuras de relevo no Fado que mais merecem na realidade um selo, são: Armandinho, Amália e Marceneiro! Só falta cá um poeta, um violista e um baixista e se acharem bem, talvez Linhares Barbosa, Martinho d’Assunção e Joel Pina! Estes seis representam o Fado e os Fados no seu todo e tenho quase a certeza que fariam o consenso geral da população fadista e até dos Portugueses!
PALAVRAS DA SALVAÇÃO
Há dias numa entrevista televisiva concedida à Sra. Adelaide de Sousa (na Sic Mulher – Programa “Entre Nós” – 11.09.2011) o recebedor deste triste prémio, mais uma vez, e sem receio da desonra, quis justificar sem oposição como é seu costume, a palhaçada que foi e é a atribuição desse “prémio Goya” ao Sr. Carlos do Carmo.
Assim, este individuo que continua sem coragem para enfrentar em televisão quem pode provar que essa atribuição nunca foi mais do que uma comédia circense, mal representada e culturalmente sinistra, fardado com o medo, o ódio, a maledicência e a falta de ética, que são seu apanágio, aproveitou como sempre, a ausência do adversário, neste caso, Vitor Marceneiro, e com o sorriso da basófia de quem está ferido pelo desprezo deste, insultou-o cobardamente chamando-lhe “desonesto”.
Tudo, só porque o neto do Ti Alfredo é uma das inúmeras pessoas que podem provar, sem dúvidas, que o prémio Goya está fraudulentamente atribuido ao Sr. Carlos do Carmo. Perante esta realidade, e como qualquer pessoa que se sente roubada, o Vitor foi ingloriamente à procura da justiça inerente e não do ou dos assaltantes! Este desprezo enraiveceu o Sr. Carlos do Carmo de tal maneira, que para na televisão fazer crer aos incautos que seria incapaz de fazer fosse o que fosse ao Sr. Alfredo Marceneiro, teceu a este um chorrilho de elogiosos adjectivos que o Ti Alfredo merece mas que deviam ter sido ditos sem cinismo e sem conveniência no acto da entrega do Goya. Aí sim, aí o Sr. Carlos do Carmo, “cheio de orgulho”, devia ter dito ao mundo: “Este prémio não é meu, é de Alfredo Marceneiro”. Só que para isso, é preciso ser HOMEM e ser HONRADO e não ter nunca contribuído para que uma filha adulta tenha um dia razões e medo para dizer, em televisão: “Ó pai, não fales... canta! Peço-te por tudo que não fales!” – para bom entendedor, meia palavra basta!
Porque será que de uma vez por todas, o Sr. Carlos do Carmo não se faz Homem e arranja coragem e honestidade para ir com o Vitor (seria melhor comigo) à televisão esclarecer e mostrar aos portugueses a badalhoquice que embrulha o seu prémio Goya? Isso sim! Isso, também seria de homem digno, isso deixaria o assunto resolvido e a casa arrumada, como ele diz... só que isso seria muito grave, porque Carlos do Carmo teria de acabar com um tiro na cabeça ou uma corda ao pescoço!
Quem como eu assiste incrédulo à pesporrência do Sr. Carlos do Carmo e não conhece o “fadista” até pode ir para casa a pensar que afinal os vigaristas do Goya são o Vitor Marceneiro e o Ti Alfredo! Se a AMÁLIA fosse viva ou se houvesse uma televisão séria em Portugal, nada disto aconteceria e já tudo estaria esclarecido!
Para ajudar o grande público a entender melhor esta infâmia, devo informar que o artigo 13º do Estatuto que regulamenta as condições exigidas para a entrega do prémio Goya atribuído pela Academia Espanhola das Artes e Ciências Cinematográficas, diz o seguinte: a canção a premiar terá de ser original, feita especialmente para o filme e terá ainda de ser ouvida em algum momento durante a projecção desse filme. Ora, se assim é, todos os fadistas sabem que tanto vale ter sido cantado, nesse filme que dá pelo nome de “Fados” (Saurganhada) o Fado Menor Versículo, como simplesmente o Fado Menor, pois nenhum deles é original e nunca nenhum deles foi feito especialmente para nenhum filme e muito menos para aquele. Portanto, e porque esse regulamento nem sequer prevê um prémio de interpretação não pode haver lugar a prémio nenhum! Porque, a haver como houve, o Sr. Carlos do Carmo e o seu “cardume” sabem muito bem que esse prémio é pertença dos herdeiros de Alfredo Marceneiro. Mas, por falta de um debate sério e por força da ambição desmedida do umbiguismo, do vedetismo, da cobardia, da inveja, do compadrio e da desonestidade, esta vergonha internacional que fere a honra e a dignidade culturais dos espanhóis e dos portugueses, jamais chegará ao fim. Porque este embuste (que pretende ganhar um busto) já historicamente “fadista” é a mais nojenta nódoa da história da Fado. Convencido que estava na televisão a falar para um mundo de imbecis, o Sr. Carlos do Carmo, como é seu hábito, tentava esconder o sol com a peneira, explicando só a forma poética do fado versículo, para assim fugir à explicação melódica. Porquê? Porque aí, teria de dizer aos portugueses que o autor da melodia que faz a “ponte” entre a redondilha maior e o “apêndice” (como ele diz) para se cantarem 11 sílabas sobre a estrutura do Fado Menor, no qual só se cantavam até àquela data, 7 ou 8 sílabas, foi Alfredo Rodrigo Duarte – o Marceneiro. Exactamente por isso, é que a SPA paga há dezenas de anos ao Ti Alfredo e aos seus herdeiros os respectivos Direitos de Autor, pela autoria inegável e reconhecida do Fado Versículo.
Como pode a SPA negar agora o que assumiu como verdade desde 1928? Como pode a SPA, só para alimentar o “cardume” enviar aos herdeiros do Tio Alfredo uma carta que, não negando a autoria deste, no Fado Versículo, diz escandalosamente que o Sr. Carlos do Carmo cantou no filme o Fado Menor e não o Fado Versículo uma vez que foi o Fado Menor que os guitarristas tocaram? Ora, o que está aqui em causa não é o que os guitarristas tocaram ou deixaram de tocar; o que está aqui em causa é a melodia que foi cantada. E, o que foi cantado, foi a melodia do Fado Versículo audível em todos os discos onde este fado está gravado e nos quais se reconhece a autoria de Alfredo Marceneiro porque no Fado Menor, sem a obra genial do Ti Alfredo, ninguém canta 11 sílabas. Pelo exposto e para provar que este comportamento, mais a explicação que a SPA dá na carta acima citada, assim como o fardo de mentiras que o Sr. Carlos do Carmo descarrega vergonhosamente em jornais, revistas, rádios, televisões e internet sobre este assunto, são infames e que não será portanto assim que vai ficar resolvida esta vergonha.
Passo a contar-lhes uma história musical que prova que o Vitor Marceneiro sabe que tem razão e por isso continua a sentir-se ROUBADO!
Mas, vamos à história...
O Sr. Rui Mingas fez uma canção que dá pelo nome de “Os Meninos do Huambo”. Esta canção pode ser e é acompanhada com guitarra e viola do principio ao fim, só com a dedilhação do Fado Mouraria, exactamente como no Versículo pode ser ou não, totalmente acompanhado só com a dedilhação do Fado Menor. Apesar disso, quando alguém canta os “Meninos do Huambo”, ninguém diz no final “acabámos de ouvir o Fado Mouraria” da mesma maneira que ninguém diz no final do versículo: “acabámos de ouvir o Fado Menor”. Mas, se quisermos seguir o raciocínio ignorante que norteia a SPA em termos de Fado, a melodia de Rui Mingas não pode ser considerada de autoria deste, porque e segundo o entendimento da SPA, os guitarristas no acompanhamento dos “Meninos do Huambo” tocam o Fado Mouraria. Será que a SPA vai aproveitar esta situação que é igual à do Vesículo e deixar de pagar a Rui Mingas os respectivos direitos de autor, como fazem com o Ti Alfredo? Não! Porque, para isso a SPA teria de informar por carta ao Sr. Rui Mingas de que Paulo de Carvalho não canta os “Meninos do Huambo”, mas sim, um estilo do Mouraria de sua autoria!...
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é Fado!
Até aqueles que queimaram, destruíram, anularam e impediram programas de Fado na Emissora Nacional após o 25 de Abril, aparecem agora a querer homenagear o Fado que odeiam e a pretender que o Fado venha a ser Património da Humanidade!
Nem porcos conseguem ser!... porque até para ser porco é preciso ter Cérebro!
Palavras da Salvação!
Admitamos que surgia na Região Demarcada e Vinícola do Douro (Património da Humanidade) um Carlos do Carmo qualquer que resolvia enxertar todos os pés de videira existentes naquela região, com videiras das castas Morangueiro (uva americana) ou Moscatel? Será que a Casa do Douro financiaria com o dinheiro do povo ou outro tal catástrofe? Quem autorizaria semelhante ATENTADO?... O que é que aconteceria aos famosos vinhos do Douro, verdes e maduros e ao vinho do PORTO?... Será que esse oportunista amante de “Fado-Rap” bebe e recomenda o “Barca Velha” com coca-cola? Será que esse comunista de caviar, se esquece que o povo sabe que tudo quanto ele tem, tudo quanto ele deu e dá à sua família o deve ao Fado, sem rap?
Admitamos que esse egocêntrico criminoso, a quem pagam para praticar constantemente esse tipo de ATENTADO no Fado, resolvia agora MUTILAR com a sua loucura e desfigurar e ADULTERAR qualquer tipo de expressão na Arte da Pintura, da Poesia ou da Literatura? O que é que aconteceria ás obras célebres da Pintura Mundial se, o tal Carlos do Carmo resolvesse, agora, pintar por cima de cada obra o que lhe apetecesse?...O que aconteceria á poesia dos Poetas mais eruditos, se o tal Carlos do Carmo a misturasse e desfigurasse com outro tipo de poesia? O que aconteceria ás obras do Sr. Saramago ou do Sr. Lobo Antunes se o tal Carlos do Carmo nelas misturasse algumas páginas das Páginas Amarelas, como ele faz com o Fado?... Que pouca vergonha é esta? Se Portugal fosse, no mínimo, a “República das Bananas”, isto não acontecia de certeza absoluta. Deixar à solta um “impatriota” senil a servir-se dos Órgãos de Informação para tentar convencer o Mundo de que a evolução do Fado, por causa da globalização, terá que passar pela destruição deste, para abrir caminho ao Fado-Rap, Fado-Pop, Fado-Rock, Fado-Flamenco, Fado-Jazz, etc., nem no 3º Mundo! Já sei que na Pintura, na Poesia, na Literatura ou na Música clássica e não só, isto seria impensável!... Mas, quem é que evita, nestas artes, esta DESTRUIÇÃO? Quem é que defende essas obras do roubo, da falsificação e da deterioração e da vendilhice? Quem é que mostra ao mundo os autores dessas obras como valores patrióticos da Cultura dos seus países e da Humanidade? e até como QUEM? Porquê?
Serão os respectivos Ministérios da Cultura? Se assim é, Portugal não tem esse ministério. Portugal, ao contrário do resto do mundo, não tem ninguém que defenda do ROUBO, da DESFIGURAÇÃO e da MUTILAÇÃO, o seu mais popular e internacional valor da Cultura Popular Portuguesa que AMÁLIA RODRIGUES - NOSSA SENHORA DO FADO - deixou espalhado pelo Universo.
Fado desse Fado que pode interessar á UNESCO e a Portugal para eleger a Património Imaterial da Humanidade.
Como é que é possível deixar esse tal Carlos do Carmo, que para cúmulo é o “embaixador” para a UNESCO, espezinhar, misturar, estrangeirar e desfigurar esta Arte Popular Portuguesa, única no mundo?
Só por desconhecimento total, é que a Ministra da Cultura assiste a esta derrocada cultural impávida e serena! Porque será que a Ministra da Cultura não quer saber disto, nem porque razão Carlos Saura não pôs no seu filme “Flamenco” os brasileiros e os mexicanos a cantar e a bailar flamenco?
Porque é que esse sabotador não vai fazer pouco dos espanhóis? Tudo o que é ou foi bom em Portugal, foi e é bom para o resto do Mundo!
Não há, sequer, uma excepção. Vou só dar alguns exemplos: Amália, Joaquim Agostinho, Aurora Cunha, Eusébio, Figo, Rosa Mota, Ronaldo, Carlos Lopes, Vanessa Fernandes e Fernanda Ribeiro. Só há um indivíduo, no fado, que não consegue entrar neste lote de “figuras” de valores universais e não o suporta! Por isso, alguns “compadres” ignorantes e fadistófobos, querem “à força” fazê-lo “bom”, em Portugal. É tempo perdido! Na realidade, o povo e os fadistas sabem que, se ele não presta para Portugal, não pode prestar para o resto do mundo. Esta é a realidade duma carreira, sem carreira. Complexado, por isso, e revoltado com o Fado (sem rap) que a troco de nada, lhe deu tudo, o fadista-raposo, o tal “assassino cultural”, o tal Carlos do Carmo, o tal vendilhão destruidor de valores patrióticos com a sua senilidade e desvairado, acredita que, como responsável e integrado na “escroquisse”, na burla que é o filme “Saurganhada”, os portugueses vão ter que o “engolir” finalmente como artista e “herói contemporâneo”! Engana-se!
Tudo isto é um escândalo, uma vergonha para Portugal! Tudo isto é um “ardil” montado por Carlos do Carmo! Mas, porquê? Porque, por ele, nunca nenhum empresário estrangeiro manifestou interesse de espécie nenhuma. Porque ele não possui aquela qualidade que em tudo faz a diferença. Porque ele não tem, o saber que passa todas as fronteiras. Por isso, ele nunca na sua vida, participou nem foi convidado a participar, em nenhum evento internacional digno desse nome.; a não ser um Festival da Eurovisão e, mais uma vez, armado em “herói abrílico” se propôs cantar as obras do “compadres”, convencido que iria enganar os portugueses e o Mundo!
Mais uma vez, foi ele e Portugal que se enganaram.
Na sua entrevista, no programa “Câmara Clara”, na RTP 2, no dia 23/09/20007, afirmou que Brel diz que na “arte vale tudo, menos batota”. Ora, batota, é o que o vendilhão não pára de fazer! O que é “pegar” no dinheiro do Povo e numa dúzia de energúmenas estrangeiros e misturar fado com rap, com rock, com Flamenco, com jazz, com hip-hop, etc., senão, batotal, burla e destruição do único valor popular português que no seu estado puro, há mais de um século passa todas as fronteiras do mundo?
O que é ir a não sei quantos programas de televisão e não sei quantos jornais, sem nunca, como manda a democracia ser confrontado com um fadista, de opinião contrária, senão medo, mentira, batota? O “batoteiro” escusa de perder tempo a dizer que no filme não cabiam os fadistas todos; toda a gente sabe, que os que nesse filme fazem os únicos 10 minutos de fado (Casa de Fados) só lá estão na expectativa de fazer crer escandalosamente ao povo que é ali que está o milhão de euros que lhe foi “chulado”. A vigarice, a batota é de tal maneira que o “batoteiro” não é capaz de dizer ao povo que mesmo dispondo de um milhão de euros, propôs aos fadistas da “Casa de Fados”, apenas 500 euros e que por essa razão, a Fernanda Maria, a Beatriz da Conceição e o João Braga, entre outros, naturalmente recusaram. Alguém é capaz de acreditar que o Chico Buarque, a Lila Dawns, o Lura, a Mariza, o “batoteiro”, o Caetano Veloso, se limitaram a ganhar 500 euros pela sua participação neste filme?
Apesar de tudo, o que incomoda os portugueses e os fadistas não são os fadistas que estão no filme, ou que não estão. O que incomoda, são os estrangeiros que lá estão e que não têm nada que lá estar!
Fomos nós que a cumprir e a cantar fado, inventámos os brasileiros!
Segundo o musicólogo, Dr. Gonçalo Sampaio, conforme o livro de Tinop, o fado pode ter tido origem nos cantos populares feitos ao S. João de Braga nas festas pagãs. Por isso, a mestiçagem de que se fala e continua no fado com o rap, com o rock, etc. etc., é obra de Carlos do Carmo. Porque não tem conhecimento na matéria para perceber que ao fado não fazem falta, nem ele, nem os brasileiros, nem os mexicanos, nem os espanhóis!
Ao Fado, só fazem falta os Fadistas!
Os brasileiros estão para o fado, como o leite de côco para o queijo da serra!(Moliças).
Perdoai-lhes, Senhor, que não eles não sabem o fazem, mas sabem porque o fazem e nós também!
A Bem da Nação Fadista!
Fernando Zeloso
A mentira, o ardil, a vaidade insaciáveis, o protagonismo a qualquer preço, são as armas e as metas desse infeliz TERROSISTA do FADO, conhecido nesse mundo por Frako Sinatra e agora, por “O Supervisor musical”. A sua frustração, a sua demência por ter feito a carreira de não ter carreira, de não ter conseguido ser o Frank Sinatra do Fado, não o deixam perceber que já não consegue enganar mais ninguém, a não ser aos caluniadores que lhe chamam fadista!...
Por isso, na apresentação de um filme a que, vergonhosamente, chamam “FADOS” e que não é mais do que o derivado putrefacto da canção nacional, cerca de 1.000 ignorantes em Fado (talvez entendidos em cinema) que devem ter vindo de diversas partes do mundo, ou não, até Toronto, segundo a Lusa, aplaudiram esse filme de pé!... Mas, o que é que terão aplaudido? Como ignorantes em Fado que são, talvez tenham aplaudido o filme enquanto coisa de cinema e mais nada; ou talvez e ainda por ignorância, tenham aplaudido o “Purismo Fadista” dos grandes “Fadistas sul-americanos”, tais como Xico Buarque, Caetano Veloso, Lila Dawns, Tony Garrido ou o grande “fadista espanhol” Miguel Poveda!... ou até, os Ballets que se exibem todos os dias nas Casas de Fado de Lisboa, acompanhados pelos Zés Pereiras!...
A descaracterização e desfiguração feitas ao Fado nesse filme, são de tal maneira “sinistras” que dos 85 minutos de filme, só há 10 minutos de verdadeiro Fado (quadro-Caso de Fados) que salvam a “honra do convento”!... Mas, isto é muito pouco para justificar 1 milhão de euros “chulados” aos Portugueses. Portanto, o sucesso foi certamente, a Casa de Fados. A prova disto, é que para a divulgação e promoção desse filme, antes e depois de Toronto, a organização de alguns festivais de música em Cartagena e Tenerife, por exemplo, não compraram nada desse filme a não ser esses tais 10 minutos de fado, conseguidos pelos cantadores, cantadeiras e guitarristas de quem nunca se fala e que passo a citar: Vicente da Câmara, Ana Sofia Varela, Pedro Moutinho, Nazaré, Ricardo Ribeiro, Carminho Rebelo de Andrade e os guitarristas José Luis Nobre Costa, Pedro Castro, Jaime Santos e Joel Pina.
Em declarações à agência Lusa, Carlos do Carmo, assume-se vergonhosamente com a sua habitual pretensão, demência e atrevimento como tendo sido o supervisor musical desse filme, apesar de não saber o que é uma nota de música, mas sabendo que nesse projecto havia músicos diplomados intervenientes, como Jaime Santos e Ricardo Rocha, entre outros. Na terra de cegos, quem tem olho é Rei. Portanto, lata e oportunismo não lhe faltam. Porque não dão ponto sem nó, o supervisor musical e a sua aprendiz, fadistas de RAP, de JAZZ e de FLAMENCO, menos de Fado, autopromovem-se descaradamente no filme, apesar de necrófagos do Fado que são, a heróis nacionais a todo o custo! Eles estão doidos para que depois de tanto “Heroísmo”, alguém de direito mande desenterrar a Amália do Panteão Nacional, para que eles possam vir a ser sepultados nesse patriótico espaço num caixão para dois que é mais barato!
O Fado não precisa de ser assim tão purificado!...Como se vê, os “puristas” são estes; porque andam estupidamente convencidos de que no Fado tudo está mal, desde pelo menos há 150 anos. O supervisor musical e a sua aprendiz de feiticeiro não param de “purificar” o Fado, roubando-lhe a alma fadista, dando-lhe em troca, desperdícios nojentos de flamenco, de jazz, de rap de ritmos africanos!
A única coisa que nos prova o supervisor musical com a escroquisse flamenca dele e de Carlos Saura, a que chamam “Fados”, é que se Scolari fizer uma Selecção Portuguesa de Futebol com 80% de jogadores de râguebi , seremos campeões do mundo de futebol.
Para se valorizar e sem respeito pelo saber e inteligência dos outros, o supervisor musical disse mentirosamente à agência Lusa, que há 40 anos introduziu o piano no fado e o contrabaixo há 30!... Mas, esqueceu-se de dizer que introduziu agora no fado os Zés Pereiras; e, esqueceu-se ainda de dizer que pretende abrir uma Casa de Fados, em Lisboa, para ele e os seus colegas fadistas sul-americanos, cantarem fado acompanhados pelos Zés Pereiras! Aí, sim! Aí, vão ter que dizer “Silêncio que se vai cantar o Fado”... porque será que ele não recomenda a audição do seu disco com acompanhamento em guitarra clássica feito por Joel Xavier para que todos vejam a que “misérias” ele submete o pobre fado? Porque é que ele não manda tudo isto para a UNESCO?... Os fadistas vão ter que lhe dizer que o piano existe em Portugal e perfeitamente introduzido no fado, desde que esse instrumento chegou ao nosso país! ... Há partituras musicais de fados escritas para piano, há mais de um século!....
Não vale a pena esperar que o supervisor musical deixe de MENTIR, porque isso está-lhe no sangue!... Ainda ele não tinha dado o desgosto de ter nascido e 20 anos antes de Amália, “Nossa Senhora do Fado”, uma senhora cantora e Fadista que se chamou Adelina Fernandes, minhota, correu o mundo inteiro a cantar fados e fados-canção, com guitarra e viola; mas, nas suas actuações em Lisboa, também o fazia, muitas vezes, com contrabaixo, violinos, piano e todo o tipo de instrumentos que, na época, compunham as orquestras; só não o fez com Zés Pereiras!... A loucura do supervisor musical é tal, que ainda o havemos de ouvir dizer que foi ele que introduziu no fado, a guitarra portuguesa e a sua própria mãe!...
Porque que é que não enviam esse filme a quem os grandes FADISTAS de Portugal chamam “Saurganhada Flamenca” para a UNESCO? Essa Organização deve estar interessada nesse fado secular, escorreito, puro, brasileiro, ajazado e aflamencado, devidamente “purificado” para Património da Humanidade!... Esses “fadistófobos”, Carlos Saura, Carlos do Carmo e Mariza são verdadeiramente “Heróis Nacionais” por terem descoberto “O Fado Transgénico”; aquele que é geneticamente modificado!... A demência e a frustração do supervisor musical, levam-no ao ponto de dizer à Lusa que: “Urge uma mudança de atitude dos portugueses quanto ao Fado, já que a larga maioria diz – nada conhecer – sobre a maior expressão do canto nacional. É um preconceito que tem de acabar”
Primeiro: se a larga maioria dos portugueses nada conhece sobre Fado, quem é que conhece? Os espanhóis? Os canadianos? Os ingleses? Portanto, nada saber não é um preconceito! É uma realidade. Porque, o supervisor musical e outros comunistas de caviar, roubaram o Fado às gerações da Abrilada para lhes vender estrangeirismo e intelectualidade podre! Por isso, o que urge, é devolver o Fado (que é um canto rústico, humilde, popular e português, totalmente isento de tecnologias) aos portugueses e não, dar-lhe rap, flamenco, jazz, etc. etc. tão desfigurados quanto o fizeram ao Fado.
Segundo: há quem diga que o Fado é a canção nacional, mas não o canto nacional! Daí a razão de se chamar a quem sabe cantá-lo, cantador ou cantadeira de fado e não cantor ou cantora.
A aprendiz de “piroseira” do supervisor musical que começou por ser pobre como Amália, que canta desde os cinco anos, como Amália, que passou a beber chá como Amália, que já não temos fome mãe, como Amália, que canta as coisas de Amália, que veste os vestidos de Amália e que agora também tem uma paixão assolapada por Fred Astaire, como Amália, em declarações à Lusa, talvez num acto de contrição, reconhece e diz: “Geralmente não me vejo a cantar fado. Canto apenas no palco.” Como é que alguém que se vende como fadista, não se vê geralmente a cantar fado? Se não é fado, o que canta no palco, porque é que deixa que a alcunham de fadista? As pretensões vão já tão longe e é tal a falta de noção da realidade, que ela chega ao ridículo de achar que o simples acto de ter cantado um fado ou dois na “Saurganhada”, como num vulgar programa de televisão, é a sua primeira experiência no “mundo do cinema!...
Só para ver se consigo combater um pouco esta miséria espiritual, vou citar, mais uma vez, o grande fadista e poeta popular português CARLOS CONDE:
“O FADO NÃO DEVE RIGOROSAMENTE NADA A NINGUÉM! TODOS OS FADISTAS, SEM EXCEPÇÃO, DEVEM AO FADO AQUILO QUE SÃO; MAIS DO QUE ISSO, AQUILO QUE JULGAM QUE SÃO!”
Perdoai-lhes, Senhor ... que não sabem o que fazem, mas sabem porque o fazem e nós, também!
A Bem da Nação Fadista!
Fernando Zeloso
Fernando Zeloso
Exma. Senhora Vereadora
Dra. Maria José Nogueira Pinto
Apesar de tudo, uma das razões que mais me ajudam a ser feliz, é a de ser Português!
A outra, é a de ser Fadista; por isso, aqui estou eternamente grato, divulgando tanto quanto possível, para bem do Fado e dos Fadistas, a atitude de V.Exa. ao declarar numa reunião da Câmara de Lisboa, que “não percebe porque razão um filme sobre Fado tem de ser entregue a um realizador espanhol”
Só é profundamente triste e inaceitável que esta demonstração de portugalidade de V.Exa. não tenha chegado a tempo de impedir esta escroquisse!
O filme já está a ser mostrado, na Internet, para ser vendido. E, ninguém, ninguém, se digna mandar proibir a comercialização daquela mentira que irá impunemente pelo mundo fora envergonhar o Fado, Lisboa, os Portugueses e Portugal!...
As declarações do vereador da Cultura da C.M.L., José Amaral Lopes, que mentiu e continua a mentir aos portugueses, quando disse e continua a dizer que o subsídio da CML, ao DVD “Saurganhada”, se destinaria a enaltecer e a divulgar a cidade de Lisboa e o Fado ao Mundo, assim como a reforçar a candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade, são outra vergonha!... Outra escroquisse!... Porque tudo isto é uma Mentira! Porque, todos sabemos, que da mesma maneira que não interessa à UNESCO classificar de coisa nenhuma o Centro Cultural de Belém (por exemplo) também não interessa à UNESCO classificar de coisa nenhuma o Fado-Rap, o Fado-Ranchera, o Fado-Flamenco, o Fado-Morna, o Fado-Rock, nem o Fado-Samba que são o recheio podre do DVD do Sr. Carlos Saura “Fados”. O que poderá interessar à UNESCO, será única e simplesmente o Fado tal qual é. Até, porque é isto que o Sr. Dr. Rui Vieira Nery anda, há anos, a pedir mentirosamente aos fadistas e não, que cantem Fado-Rap para levar para a UNESCO. O comportamento do Sr. Saura, do Sr. Ivan Dias, do Carlos do Carmo, da Mariza, do Sr. Amaral Lopes e do Sr. Presidente da CML perante isto, não é mais do que corrupção e um atentado ordinário e execrável à Cultura Popular Portuguesa com total incidência no Fado. A Sra. Ministra da Cultura, a quem chamo “Sinistra da Cultura”, está ao corrente de tudo quanto se está a passar e não “mexe uma palha” em defesa da verdade, daquilo que é para os Portugueses, a sua Canção Nacional, o Grito da sua Alma e o ex-líbris da sua cultura popular – o FADO!
Esses criminosos, disponibilizaram na Internet um texto, do qual passo a citar um dos parágrafos: “Na cerimónia, no Palácio da Mitra, o Presidente da Câmara Municipalde Lisboa, Carmona Rodrigues, lembrou que o Fado apanha hoje “novos públicos e intérpretes”, “está presente nas salas mais prestigiadas do mundo” e por isso, é candidato a Património Imaterial da Humanidade”. Ora, isto, são bacoradas, são liberdades sem justiça; mas a liberdade sem justiça é uma escroquisse! Não é por mais esta mentira do Presidente (que financiou o crime cultural DVD “Saurganhada”) que o Fado é candidato a coisa nenhuma, mas sim, pelo seu passado, pela sua originalidade, pela sua diferença de coisa única e portuguesa!
Se o Sr. Presidente da CML fosse alguém no Fado, do Fado ou da Cultura Popular Portuguesa, saberia que Amália cantou durante 50 anos nas salas mais prestigiadas do Mundo, onde mais nenhum fadista novo ou velho cantou!...
Saberia ainda, que Amália é do tempo em que os valores e a vergonha existiam e tinham mesmo valor e vergonha. Amália, cantou como nunca mais ninguém há-de cantar, tudo o que lhe apeteceu; cantou os fados todos, cantou toda a música portuguesa, cantou a música do mundo e espalhou pelo universo o nome de Portugal e elevou tudo isto ao mais alto esplendor, da maneira mais sublime, sem nunca ter tido a pouca vergonha e o anti-patriotismo nem a desonestidade de vender mentirosamente ao mundo Fado-Rap e outras aberrações sem pátria, por Fado, como vão fazer agora com o DVD “Saurganhada”, pago escandalosamente com o dinheiro do Povo.
Que Fado é que o Sr. Saura “estudou”, viu e ouviu durante dois anos em Lisboa para concluir que o Fado caldeado com Ranchera, com Samba, com Flamenco, com Morna, com Rap, com Rock, etc., é que FADO? Ou que isto é uma nova maneira de ver o FADO? Será que o Sr. Saura se atira do alto de uma montanha para mergulhar no Atlântico, porque em vez da montanha “vê” o mar?... Mas isto agora é assim? Chega aqui um ignorante qualquer, um criminoso, um estrangeiro e, porque lhe apetece desfigurar completamente o Fado, para que o posso vender melhor, é autorizado e pago pela CML para cometer livremente crime cultural? Estamos cheios de sorte! Porque se este grupo de “mutiladores de Fado”, como são a CML, o Carlos do Carmo, a Mariza, o Ivan Dias e o Sr. Saura, fossem arquitectos ou pintores, já teriam com o dinheiro do povo, desfigurado completamente o Mosteiro dos Jerónimos ou o Mosteiro da Batalha! E, se fossem pintores, seria com meia dúzia de latas de tinta de água e spray de grafite que faziam a toda a obra de Malhoa ou de Henrique Medina, o mesmo que acabam de fazer ao FADO! E, isto, “seria um bom enriquecimento cultural de Lisboa”, conforme diz o Sr. Presidente da EGEAC, José Amaral Lopes. A contradição e a mentira é tanta nesta “saurganhada” que se pretende (como convém para justificar o milhão de euros) que Saura tenha filmado em Lisboa (para relacionar com Fado-Rap) as suas gentes, eléctricos e crianças a correr na rua com o Fado-Rap da saudade na voz de Carlos do Carmo em pano de fundo, mas onde também se vê (perfeitamente integrado no fado-rap) o negro a estender a roupa na varanda, o marroquino com uma espécie de djelaba (que também os há em Lisboa) e, claro, as velhinhas à janela, os frequentadores das velhas tabernas e o gato que dorme junto à escadaria, todos “encantados” pelo som do Fado-Rap.
O texto disponível na Internet (Diário Digital/Lusa de 11-02-2007) mostra bem o fascínio de Carlos do Carmo pelo Fado-Rap. Por isso, é que ele é conhecido no meio fadista por “Frako Sinatra”. Nesse artigo, ele afirma descaradamente que “só é conservador de coisas boas como a família, os amigos e o que de bom nos deixa a civilização”. O Fado, para ele, não é nada de bom que nos deixa a civilização! É por essa razão que ele não o conserva; por isso o mutila, o espezinha e o transforma numa aberração sem sentido, sem futuro e sem pátria! Trata-se dum indivíduo que tem lata para tudo; para ser de esquerda, de direita, do centro, das pontas e até, como diz o jornal espanhol “El País” de 4 de Fevereiro de 2007, “para ser comunista de vez em quando, desde que isso lhe convenha!”. Tem ainda a lata de considerar a família uma coisa boa, como se toda a gente não soubesse já, da maneira execrável como ele fala dos “comportamentos” da sua própria mãe!
Uma das coisas boas que nos deixa a civilização é o Fado tal como ele é. Por causa da sua “estagnação cerebral” é que ele ainda não conseguiu compreender que é exactamente por mutilação que podemos transformar o que nos apetecer em quase tudo que nos apetecer! Porque será que este terrorismo de mutilar e adulterar as obras dos outros, só é permitido na música? A louca convicção de Carlos do Carmo, de que há-se ser sepultado no Panteão Nacional é tal, que ele até tem a lata de dizer que completa 44 anos de carreira... quando, ele sabe, que quem o conhece bem, sabe que a única carreira que ele conseguiu fazer durante 44 anos, foi a de não ter feito carreira, a não ser na Mentira!
Vou só dar dois exemplos:
Este senhor diz na revista “Espiral do Tempo” que não gostava de Amália porque esta cantava um Fado Negro! Todo o Portugal sabe que isto é mentira!
Foi Amália quem cantou tudo quanto há de mais alegre e divertido no Fado e na restante música popular portuguesa! E, volta a ser mentiroso quando diz na mesma revista, que esteve duas noites no Olímpia de Paris!... Ele diz isto para se parecer com os grandes artistas do mundo, como Amália Rodrigues, Gilbert Bécaud; porque, na realidade, era este artista que estava em cena no Olímpia à noite, nos mesmos dias em que o “mentiroso”(por ter alugado o Olímpia) actuava para portugueses às 18 horas! Ora, às 18 horas, não é à noite, é a matiné!!! É à hora a que cantam os desconhecidos do público; os que alugam a sala à empresa que explora há décadas aquele Teatro, sob o saber do grande empresário Bruno Cocatrix! O “Mentiroso” é o Embaixador para a UNESCO e foi o CONSELHEIRO do filme do Sr. Saura a que chamo “Saurganhada”. Assim, e como “Conselheiro de Fado Podre” aproveitou o DVD para se promover, a ele e aos seus amigos, sem respeito nenhum pelos outros fadistas intervenientes. Quando for preciso PROVAR todas as minhas afirmações, até com fotografias e outros documentos o FAREI, Exma. Senhora Vereadora e, caso tenha interesse em saber porque razão é que João Braga, Beatriz da Conceição e Fernanda Maria, entre outros, se recusaram a intervir no DVD do Sr. Carlos Saura, poderá consultar na Internet o site “Portal do Fado” e o blog www.refinfado.blogs.pt .
Grato pela atenção dispensada e com elevada consideração, apresento os meus cordiais cumprimentos.
Fernando Zeloso
. PATRIMÓNIO DO FADO IMPOSS...
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